Muheres grávidas e sexo é um binômio tabu, feito de mitos, temores e preconceitos. Estar grávida não tira de fato o desejo sexual, como muitos pensam: com uma informação correta e as devidas atenções pode ser feito sem nenhum medo.
É a mensagem do Hospital Santa Maria de Lisboa, Portugal, que tem coom porta-voz a doutora Joana Rocha Pauleta, coordenadora de uma pesquisa publicada no Journal of Sexual Medicine.
O estudo foi conduzido sobre os desejos e hábitos sexuais durante a gravidez. Os resultados mostraram que a maior parte das mulheres têm relações sexuais sobretudo nos primeiros dois ou três meses, quando a barriga começa a crescer. Somente 40% das mulheres grávidas revelaram continuar as relações com o marido até o final da gravidez. A conclusão a qual chegaram os estudiosos foi que cerca de 50% das futuras mamães não notou grande diferença na atividade sexual durante os primeiros dois ou três meses, nem mesmo em relação à satisfação atingida.
Entretanto, a pesquisa mostrou como o sexo com o próprio parceiro é interrompido com medo de provocar danos a si mesmo ou ao feto (23,4% dos casos), sem esquecer que frequentemente isso acontece também em relação ao homem: um pouco por causa do filho, um pouco pelas mutações por quais passam o corpo da companheira.
Fazer sexo durante a gravidez “pode” porque não é perigoso, evitando situações extremas ou de risco, como nos casos em que a mulher tenha problemas prévios d eplacenta (ou pouca placenta no útero); e se “deve” porque deste modo o casal recebe satisfação física e psicológica. Deve-se levar em conta, contudo, todos os fatores ligados à gravidez, como a perda da libido devido ao descontrole hormonal, cansaço e mudanças no corpo: é importante aceitá-las. Depois de tudo isso, não há nada mais belo e delicado que uma mulher grávida, que leva dentro de si o fruto do amor de suas pessoas.
A estupidez? Compará-la às outras mulheres: magras, sem coxa, sem barriga e tudo mais.
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